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Postado em 28 de Maio de 2021

Inovar é uma prática constante em empresas que querem manter seus negócios competitivos, em linha com as mudanças frenéticas de um mercado transformado pela pandemia e em plena aceleração digital. Mas não basta criar um departamento ou um espaço para chamar de Lab de Inovação. Para que ela exista, em essência, e se abrigue na cultura corporativa, é preciso ir além.

A inovação é muito mais ampla e não acontece de forma isolada, tem de estar conectada aos objetivos de negócios para que transforme, de fato, a empresa. E nessa jornada, o grande desafio é a criação da cultura de inovação, que exige revisitar processos, modelos de trabalho, comunicação, entre outros ingredientes necessários para uma visão voltada ao futuro, focada na sustentabilidade e na manutenção da competitividade do negócio.

Ao decidir por uma cultura voltada à inovação, o primeiro passo é avaliar o ambiente e identificar o status de amadurecimento tecnológico da organização. E o quanto a sua base está preparada para absorver mudanças disruptivas. E nesse ponto, as pessoas são peças-chave para o sucesso dessa virada de chave.

A formação de um grupo de inovação, que pode ser chamado de squad, é onde a semente dessa disrupção será plantada. Para que a inovação estabeleça uma conexão direta e irrestrita com a operação, é fundamental que profissionais de variadas áreas da corporação sejam integrados, bem como aqueles com diferentes habilidades e competências da empresa e até de fora delas.

Muitos squads de bancos, por exemplo, contam com antropólogos, que contribuem com o conhecimento sobre comportamento humano, ajudando a aprimorar a experiência do usuário em seus produtos e serviços.

No coração desses times, é que nasce a cultura de inovação. Mas ela não pode ficar confinada nesse casulo. Precisa permear toda a corporação. Assim, cada integrante, assume a missão de disseminá-la e defendê-la em suas áreas, consolidando a nova visão e a prática dessa evolução. Esse processo é vital para minimizar os impactos de uma nova cultura e promover adesão. É um desafio. Até porque, a cultura corporativa é feita de heróis, ritos e mitos. Quando a organização conseguir enxergar as vitórias da inovação que seus “heróis” realizaram, seus ritos (processos) terão internalizado essa transformação.

Criatividade x Erro

Por que o erro é um elemento integrante da inovação? Porque é uma fonte de conhecimento. Isso, é claro, em empresas que não punem o erro e sim investem no seu entendimento para aprender com ele. Quando o erro não é aceito, inibe a criatividade. E a criatividade passa pela ousadia, pelo risco, por tentativas que vão desenhando o melhor caminho para atingir os objetivos traçados.

O erro é uma bússola para inovar e nos squads ele é coletivo e não individual. Mas tem uma sentença: jamais pode se repetir, porque então não terá gerado nenhum aprendizado. Não pode estancar a ousadia. Aceitar o erro é abrir portas para aprender, investigar e desenvolver soluções. Vale ressaltar que a consequência do erro, em algumas áreas, é de um impacto negativo imensurável. Errar a entrega de um e-commerce é bastante distante de um erro no tratamento de um paciente ou outros áreas cuja consequência pode ser, no limite, a morte.

Por essa e outras razões, um ambiente de testes é essencial. Afinal, a criatividade deriva da experiência e do conhecimento. Experimentar é preciso. Captar insights originados de experiências, construindo um processo habilitador da criatividade.

É a gestão do conhecimento. E nada acontece fora de um ambiente adequado, com espaço que favoreça a integração e instigue a troca de ideias – sem paredes e hierarquias limitadoras e sim com total colaboração.

As tecnologias entram em cena como habilitadoras de tudo isso. E cloud computing se configura como forte aliada por proporcionar custos atraentes, acesso a tecnologias de ponta, testes, escalabilidade, agilidade, disponibilidade e produtividade com segurança.

Conexão integral com a operação

Nesse atual cenário da economia, inovação corporativa não é só uma questão de posicionamento, mas também de sustentabilidade de um futuro que já se faz presente. É orgânica. É desafio diário. É construir uma organização capaz de enxergar diferentes horizontes.

Alinhada aos desafios de negócios, a inovação precisa ser monitorada e medida. Porque tem de gerar resultados. As KPIs ajudam nessa visão. Mapeiam entre outros cenários, número de inovações, tempo e custos médios, e lições aprendidas. Medir o ROF (return on failure – ou retorno sobre o fracasso) é outro processo recomendado.

“Afinal, inovação e fracasso andam de mãos dadas”, já disseram em artigo da Forbes Deborah Mills Scofield e Kristi Hedges, nos idos de 2011, mas pertinentes até hoje. Elas defendem ser uma estratégia inteligente para aprender. E recomendam: identifique as falhas, analise-as e invista em experimentações interativas repetidamente.

Nessa trilha da inovação, a busca constante é por um modelo disruptivo de negócio que consiga entregar algo como como Netflix ou Airbnb. Mas não precisa começar com um desses “potes de ouro”. Inovar processos ou produtos específicos, que agreguem valor, reduza desperdícios, ampliem oportunidades e transformem a empresa é o princípio de uma revolução altamente expressiva do negócio. Pense nisso.

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