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Postado em 05 de Abril de 2022

Nas últimas duas décadas, a indústria de Telecom assistiu a uma forte consolidação entre os grandes vendors de equipamentos e solução de rede, por meio de fusões ou aquisições, cenário que afetou fortemente a dinâmica do mercado de equipamentos para os provedores de serviços - em particular o de Radio Access Network (RAN).  

Embora, inicialmente, importante para sobrevivência dessas empresas de tecnologia, o movimento de consolidação resultou em um cenário com poucos e grandes fornecedores de rede. Combinado a isso, o fato do desenvolvimento e arquitetura das tecnologias RAN, até então vigente, privilegiar o uso de hardware e software de um mesmo vendor criou uma barreira de entrada (lock-in) para novos players, acabando por acentuar a concentração do mercado. 

Este monopólio do ponto de vista dos fornecedores tem um impacto negativo na competitividade, em uma perspectiva de curto a médio prazo, pois diminui as opções, a agilidade de inovação de serviços e a melhoria da eficiência na evolução de redes. 

Desagregação das arquiteturas 

Diante desse panorama, surgiu a iniciativa de se de promover uma transformação na forma em que as redes de rádio acesso são concebidas. Essa nova aproximação propõe tornar as RANs mais abertas em sua arquitetura, em protocolos e em interfaces entre os componentes do sistema – dando origem ao conceito de Open RAN. 

Seguindo os padrões estabelecidos pelo Open RAN Alliance (comunidade mundial que opera no setor de redes de acesso via rádio) no que diz respeito à definição da abertura e desagregação das funções do sistema, quando comparado com as arquiteturas tradicionais, a nova estrutura permite flexibilizar o modo como a rede é implementada.  

Essa desagregação é complementada e suportada pela padronização de interfaces abertas, que interconectam os novos elementos da arquitetura e criam um ambiente que propicia a diversificação de fornecedores, resultando em maior competição e em mais agilidade na criação de soluções. 

Todas essas modificações têm como objetivo atender a expectativa dos operadores de ter um ecossistema que viabilize a redução do TCO (Total Cost of Ownership) pela conquista da independência do lock-in criado. E como consequência, criar oportunidades de mercado para novos players, impulsionando inovações e um time-to-market mais dinâmico na introdução de novos serviços. 

Além dessas possibilidades, os provedores de serviços também terão maior liberdade para escolha dos melhores componentes (“best-of-bread”) para solução de rede que atendam suas estratégias técnicas e comerciais. 

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